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Quando o modo de processamento cerebral é ineficiente, consideramos a possibilidade
de um distúrbio de Integração Sensorial, que é a inabilidade de construir informação útil a partir das experiências sensoriais.
O distúrbio de Integração Sensorial, sem relação com o intelecto, ocasiona problemas de comportamento e auto-estima, pois
o processo de interação com as pessoas e com o ambiente se torna desorganizado, afetando sua capacidade de aprendizagem, o desenvolvimento da coordenação
motora e da linguagem. |
Tanto em casa como na escola observam-se crianças que desde muito pequenas têm um
comportamento atípico: algumas não param quietas, preferem sempre brincadeiras bruscas, acabam sendo rotuladas de "difíceis". No oposto,
encontramos crianças excessivamente sossegadas demonstrando falta de energia para realizar mesmo as atividades mais simples. São as chamadas
"preguiçosas". |
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As reações comumente encontradas são a dificuldade que a criança tem em tolerar
certos tipos de comida, escovar os dentes, cortar o cabelo ou lavar o rosto; em tolerar sons, luzes, toques ou em se organizar num ambiente novo; que cai ou
bate-se muito nos objetos, sempre sujeita a acidentes; apresenta atraso no desempenho acadêmico.Não é preciso que todos esses problemas estejam presentes ao
mesmo tempo para caracterizar um distúrbio de Integração Sensorial. As causas não são perfeitamente conhecidas, mas há fatores que contribuem, como a
prematuridade ou baixo peso ao nascer, icterícia, leve trauma cerebral entre outros. |
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Realizado por Terapeutas Ocupacionais ou profissionais com curso de especialização, que avaliam a criança através de
observações clínicas, entrevistas com a família e testes, e desenvolvem um programa individualizado composto de atividades de movimento e estimulação
sensorial com orientação familiar e/ou escolar. |
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